MULHER AGREDIDA POR POLICIAIS CIVIS GRAVA VÍDEO CONTANDO SUA VERSÃO.

Após ser agredida, humilhada e coagida por policiais civil dentro de um navio no Marajó, a mulher, que viajava para Belém para tratamento de saúde, contou em um vídeo detalhes da violência. Ela denuncia que foi coagida na delegacia de Breves para pedir desculpas aos policiais. Suja, machucada e cansada, ela diz que não teve outra alternativa senão acatar a ordem policial, sob a ameaça de permanecer presa.  


Num vídeo divulgado nas redes sociais, ela contou que embarcou no navio Custódio por volta de 01h da madrugada, junto com a irmã e uma sobrinha, na cidade de Portel. Por conta da sequela da covid-19 e com uma hemorragia, buscou imediatamente um lugar para atar sua rede. Foi nesse momento que ao pedir licença para uma outra mulher, houve recusa e teve início a uma discussão. Uma outra passageira, que se identificou como policial civil, começou as agressões verbais e acionou dois policiais, que também estavam no barco.

Os agentes deram voz de prisão a mulher e no porto de Breves, tentaram colocar ela a força para fora do navio. Num dos trechos do vídeo, ela conta com detalhes que foi puxada e pisoteada. As pessoas que filmavam a agressão foram ameaçadas com uma arma. A violência só parou quando o comandante da embarcação interferiu.

No caminho para a delegacia, a vítima relata que a mesma mulher que se identificou como policial debochava da situação e ao chegar na unidade, foi coagida pelos agentes. O delegado tentou minimizar o caso, dizendo que as agressões não iriam dar em nada. “Ele me disse que poderíamos resolver aquilo ali mesmo e deixar pra lá, pois eu só iria me cansar não daria em nada por eles serem policiais”, conta.  

Além dela, a sobrinha e a irmã também foram agredidas. “Não foi só eu. Outras duas mulheres foram agredidas. Minha irmã está com o braço fora do lugar em Breves”, denuncia.

Na tentativa de pôr um fim a humilhação, a vítima aceitou gravar o vídeo pedindo desculpas aos policiais. Após ser ameaçada que ficaria presa caso não emitisse o pedido de desculpas, ela gravou o vídeo e foi liberada. O comandante do barco e um funcionário também foram para a delegacia e testemunharam toda a ação.


Assista o vídeo 



 



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